domingo, 5 de outubro de 2008

O preconceito

Éramos três: eu, meu marido e nosso filho. Morávamos em um apartamento. Meu filho era um adolescente que vivia sozinho. Não arrumava nenhum amigo e, com 20 anos, ainda não tinha nenhuma namorada. Até quando eu e meu marido resolvemos arrumar uma namorada para ele.
Levei uma filha da minha em casa e apresentei ao meu filho. Conversaram e ficaram muitos íntimos. Pensamos que eles estavam namorando. Até que meu filho arrumou um amigo e começou a levá-lo em casa.
Eles ficavam juntos o dia inteiro. Achei um pouco estranho, mas nem liguei.
Um dia fui entrar no quarto dele e esqueci de bater na porta. Levei um susto... peguei os dois se beijando.
Naquele instante fiquei desesperada. Xinguei os dois. Meu filho me mandava parar, mas eu não conseguia acreditar no que eu tinha visto. Os dois saíram e eu fui atrás. Mandei-o esperar, porque ele estava muito nervoso também. No entanto, saiu feito louco.
Meia hora depois, recebi a notícia que meu filho tinha sido atropelado e morrera. Tudo por culpa minha.
Hoje, vivemos eu e meu marido. Sentimos falta do nosso filho.
Infelizmente, essa foi a maneira que aprendi que o preconceito só traz infelicidade aos outros, porque foi por causa disso que eu o perdi.




Aline, 7ª B

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